Rotaroots

Das Cartas que eu nunca te escrevi

Essa é uma sugestão de blogagem para abrir de vez o coração. A sugestão foi feita pelo grupo ROTAROOTS, do qual eu faço parte e mais um monte de outros blogueiros de raiz, onde nos reunimos com o único objetivo de resgatar a essência da arte de blogar.

intraduziveis - das cartas que eu nunca te escrevi

Crédito da Imagem

Ahhh, como eu te amo! Sempre senti aquela sintonia com você. Você foi minha raiz, minha âncora, como outros dizem por aí: meu porto seguro. Nunca, nunca se tratou de interesse, e sim amor. Eu nasci quando você não tinha nada e te amei desde a tenra idade, por qual motivo seria diferente agora? Não gosto de apontar, nem julgar; definitivamente perdi meu chão por não querer brigar.

Sinto sua a falta, todos os dias falo de algo que você falou, lembro de algo que você gostava, faço algo que você gostaria que eu fizesse. Todas as noites sonho, as vezes algo bom e as vezes algo ruim, porém você sempre está lá.

Pai, porque o dinheiro mudou tanto você? Por que tudo gira em torno disso agora? Não tenho mágoa, não sinto rancor, só uma saudade doída, mas tão doída. Você era meu tudo! Espero que você um dia perceba que não tem como desistir de ser pai, só porque seu filho não fez aquilo que você queria que ele tivesse feito, só porque ele não obedeceu as regras da sua religião. Nesse dia eu estarei aqui, muito feliz em recebê-lo. Eu te amo!

O que é independência para mim?

Eu faço parte de um projeto bem bacana, o ROTAROOTS. É uma reunião de blogueiros de raiz que tentam resgatar aquilo que era, e ainda, em algumas ocasiões é, a blogosfera (menos moderna?). Todo mês temos um tema a ser discutido através de blogagens coletivas e essa é minha retribuição desse mês, o mês da independência.

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Independência, simples, é não ser dependente de nada e de ninguém. Gosto muito mais de tratar essa palavra como liberdade. Acho que todos no modo geral começa a pensar isso na adolescência, como se fosse um marco de desenvolvimento. Porém, é difícil, muito difícil e quando está prestes a conseguir dá aquele pânico: “O que vou fazer daqui pra frente?”

É fato que não somos totalmente livres e não temos o direito de ir e vir em qualquer lugar, mas não é só isso, independência é muito relativo. Minha “independência” começou a acontecer com minha emancipação aos 16 anos, mas ainda nesta época era muito dependente, e isso não estranho. nem contraditório, é processo que vai acontecendo aos poucos e isso é mais que natural.

Fico feliz em afirmar que não sou dependente de celular, internet, pais, do dinheiro dos outros, de algum vício; porém sou muito dependente da minha família e da felicidade que ela me proporciona.

Você aí é muito dependente de algo? Novidade: a independência não acontece com um grito de “Independência ou Morte!”

Concluo dizendo, minha adolescência passou e hoje eu quero pro meu futuro mais dependência de coisas que ajuda a alma e menos daquilo que a destrói, mais dependência afetiva e menos orgulho. A busca tão desesperada por essa independência nos afasta das pessoas e da luz que a vida está tentando nos dar, não é mesmo?

E esse tema nos deixa com muita coisa a pensar.

 

“A minha independência tem algemas”

Manoel de Barros